Relato de parto

Como a anestesia no parto pode virar uma “dor de cabeça” Relato de parto do Levi O MELHOR PRESENTE DO MUNDO

             Se fosse uma cesariana não teria a menor graça, mas meu filho Levi resolveu me presentear nascendo de parto normal bem no dia do meu aniversário!

            No geral, tive uma gravidez bem tranquila. O plano foi engravidar antes de pedir as contas no meu emprego para aproveitar meus beneficios. A coisa foi tão bem feita que eu sei até o dia em que Marcelo e eu ficamos “gravidos”! Descobri a gravidez com apenas duas semanas no maior caos, uma quase separação minha e de meu marido (pois é, acredite). Sentindo cólicas fortíssimas, a plantonista do hospital me pediu um HCG para poder então medicar. No dia seguinte vejo o resultado na internet e voilla, gravidiiiiiiiisssssiiiiima!!!!!!!! Foram risos e choros ao mesmo tempo! Mas e o meu casamento? Ah, depois dessa decidimos ser novamente dois…..agora três! Alguns meses depois até nos casamos no civil. Bom, logo passei a fazer mil pesquisas de como eu gostaria de passar esses momentos únicos e decidi por um parto normal e humanizado, afinal, eu não poderia vir para esse mundo como mulher e não saber o que é parir um filho com meu próprio esforço!!! Ok, muito legal até aí mas a busca por um obstetra que topasse um parto normal sem intervenções foi beeeeeem difícil pois eu pretendia aproveitar ao máximo o meu convênio médico e logo vi o grande obstáculo da tão “conveniente” cesária. Nesta época, estacionei por uns três meses com uma obstetra que eu tinha gostado muito. Ela dizia ser a favor do parto normal e até na banheira, como eu de fato pretendia. Não demorou muito para eu entender qual era a dela: “dra, você aceita fazer meu parto com uma doula? É que eu acho importante e gostaria muito de ter o acompanhamento de uma.” e ela me responde com um sorrisinho “mas EU sou a própria doula.” Só poderia ser piada né? Resumindo, passei os nove meses quase que com oito obstetras até chegar afinal com 36 semanas no Dr. Alberto Guimarães. Ufa!!!! A partir de então foi tudo bem tranquilo! Conheci a minha doula Thaís Barral e logo me encantei. Estava certa, era isso mesmo o que eu queria! Nada paga a nossa tranquilidade de querer respeito e naturalidade na hora do parto. Nada de açougueiros meu filho! Comecei a me preparar de verdade para a hora do MEU parto. Por indicação da Thaís, conheci a fisioterapeuta Sandra Sisla que nos apresentou o epi-no e as massagens perineais, tudo para fugir de qualquer laceração ou episiotomia. A ajuda do meu marido foi essencial para essa rotina de exercícios. Li também dois livros que a Thaís me indicou e comecei todos os dias a me alongar bastante, entender melhor o meu corpo e relaxar a mente ao máximo possível. Logo a minha rotina na empresa ficou mais que insuportavel e pedi a minha licença com 37 semanas mesmo sabendo que o Levi poderia nascer com até 42, mas no fundo no fundo, eu sabia que não levaria tanto tempo assim e a essa altura, minha barriga já estava quase explodindo e eu andando feito uma pata! Estavamos ótimos, o Levi ainda levitava na minha barriga nas 39 semanas quando numa consulta de rotina o Dr. Alberto disse para eu me tranquilizar pois estava com 1 cm de dilatação e seria bem possível aguardar mais uns dez dias talvez. Mesmo sabendo que aquela seria a semana do meu aniversário, por sorte não fiz qualquer programação para comemorar pois eu sabia que aquela era a hora do meu filho e não a minha. A programação era apenas a “espera mágica” como diria a Thaís. Eis que no dia seguinte a tarde, percebo uma sujeirinha, como que num finalzinho de menstruação. Opa!!!!!! O que está acontecendo? Seria aquilo o tal tampão? Não parecia muito…..resolvi me acalmar. Neste mesmo dia 20 a noite, comecei a sentir um desconfortozinho que, madrugada a dentro aumentou bastante. Contrações? Siiiiiiiiiiiiiiiiimmmmmmmmmmmm eram elas, e cada vez mais ritimadas. Fiquei bastante surpresa com a tranquilidade do meu marido, achei que ele já fosse querer sair correndo para a maternidade! Ansiedade minha a parte, começamos a marcar as contrações e quando se estacionaram a cada cinco minutos exatos (nisso a dor era mais intensa) resolvi ligar para a Thaís umas três da manhã, coitada! Logo ela chegou e nos tranquilizou. No escurinho e com músicas gostosas que eu já havia selecionado para o parto, Marcelo poupava seu sono enquanto ela tirou de sua bolsa sua poção mágica e me fez um delicioso chá com gengibre e canela além de um escalda pés. Eu quase fervi de tanto calor. Pois bem, as contrações se espassaram cada vez mais enquanto eu relaxava. O que aconteceu? Um falso trabalho de parto talvez? Que bom que eu tive uma doula porque caso contrário correriamos para a maternidade crentes de que seria a hora e lógicamente, eu sem dilatação (porque só se tem dilatação quem está de fato em trabalho de parto), cairia numa cesária. Bom, pela manhãzinha minha mãe que mora no interior resolveu me ligar e sem saber de nada afirmou: “você está em trabalho de parto não está? Estou chegando hoje a tarde.” Eu tentei explicar que ainda não mas não teve jeito. De alguma maneira ela já sabia. Segui as recomendações da minha doula que já estava pronta para qualquer chamado: passar um dia tranquilo. Como as nossas coisas já estavam prontas para levar para a maternidade, não me restava muito o que fazer. Tentei então descansar um pouco mesmo com contrações bem irregulares. No fim daquela manhã, percebi novamente algo estranho, de fato o meu tampão havia saído, uma geleiona esquisita! Agora sim a coisa iria engrenar, pensei. E que bacana, o Levi poderia nascer a partir da meia noite pois já seria o meu aniversário!!! Que legal! Minha mãe enfim chegou e aos poucos as contrações foram ficando mais intensas. Novamente a noite, a coisa apertou. Eu já não conseguia relaxar e nem dormir direito por conta das dores. Me lembro de ficar muito nervosa e com medo de passar por mais um alarme falso. Claro que minha mãe entendia o que estava se passando e não queria me ver sofrendo, mas “mãe, eu não estou sofrendo!” Seu medo e aflição foram me atingindo e a essa altura, por volta de uma da manhã do dia 22 eu já estava bem apavorada! Descobri então a imensa calma que meu marido consegue ter! Que bom! Alguém precisa ter calma nessa hora! Ele Ligou para a Thaís e novamente, mais que depressa ela chega já me fazendo muita massagem enquanto o Marcelo, ex editor de imagem, já começa a filmar cada momento. As contrações foram apertando muito e já era nítido o trabalho de parto. Fui para o chuveiro com a tal “bola amiga” que a Thaís havia me emprestado para relaxar. Que delícia! Me senti bem melhor! “Mara vamos para a maternidade?” a Thaís perguntou. Sério? Nossa, que maravilha, eu não via a hora! Confesso que foi um certo alívio saber que o trabalho de parto estava engrenado! Decemos os quatro andares de escadas do meu prédio bem devagar. Me lembro de me apoiar no Marcelo e gemer de dor baixinho a cada contração para não acordar ninguém, não foi fácil. Que maravilha, chegamos  em apenas vinte minutos no São Luiz! Eu estava tão feliz que tentei me acalmar entre contrações, curvas e buracos nas ruas de São Paulo, o que me rendeu um elogio da Thaís dizendo que eu fui a grávida mais comportada dentro do carro. Já eram quase três da manhã quando chegamos, dispensamos a cadeira de rodas e encaramos os olhares assustados dos funcionários de plantão que arregalavam os olhos me vendo em trabalho de parto! Acho que não estão acostumados a ver isso numa maternidade! Seguindo protocólos, fui para a triagem e uauuuuuu!!!! Uhhuuuullllll adivinha só! Eu já estava com quase sete centímetros de dilatação!!!!! Fiquei muito feliz e empolgada! Claro, pensei que daí para a frente seria fácil……mas não foi bem assim. Tive sorte, a sala de parto estava liberada! Eu poderia parir na banheira como eu tanto queria e ouvir minhas músicas numa boa! Como já tinha umas seis horas que eu não me alimentava (porque não senti a menor fome e nem me lembrei de comer), a enfermeira foi preparando um soro glicosado (segundo ela) mas por sorte a Thaís chegou bem na hora e não permitiu a aplicação. Ufa! Agora entendo o que se diz de intervenção hospitalar: uma cascata de coisas que vão acontecendo sem você perceber e numa piscada logo se cai na cesaria, afinal o bisturi está tão pertinho! Salva pelo gongo, minha doula querida me oferece biscoito de sal e melzinho, mas não durou muito tempo pois as dores me causaram um tremendo enjoo e coloquei tudo para fora. Depois disso, me lembro de ir para a banheira com a bola e um tecido amarrado que apoiava minhas costas enquanto eu, sentada na bola, tentava relaxar entre as contrações que agora estavam bem próximas. Me lembro que neste momento ainda estava bem bacana, eu estava empolgadona e firme, porém, não sabia que este seria apenas o começo do começo. O dr. Alberto me examinou. Legal, dilatação quase 8 mas o Levi ainda estava muito alto e a bolsa íntegra. Nossa, as dores a partir daí foram ficando muito intensas a ponto de eu ter apagões na memória! Não me lembro de muita coisa a partir de então. Meu marido conta que eu parecia bêbada. Não respondia, não olhava fixamente…..enfim, estava eu na tal partolândia. Sei que comecei a me sentir muito fraca, extremamente cansada e irritada, afinal, passar dois dias sem dormir e sentindo contrações cada vez mais fortes não foi nada fácil. Estava demorando muito e as dores já insuportáveis! Eu não estava curtindo aquilo. A Thaís me deu mais floral e me colocou novamente na banheira, mas a água quente me fez ficar ainda mais mole e sem forças. Não consegui! Mesmo depois de insistências e tentativas para o meu tão sonhado parto na água, pedi anestesia! Não era para ser assim, mas a anestesia que para mim seria um grande alívio, acredite, foi apenas o inicio de um grande pesadelo! Perguntei ao Dr. Alberto como seria o processo da anestesia e ele, na sua calma magnifica, me explicou que seria algo sutíl para eu sentir o bebê passando sem sentir as dores das contrações. Maravilha, era isso o que eu queria! Me posicionaram na cama   e logo chegou o anestesista de plantão dizendo que eu sentiria uma pressão na coluna mas que não era para eu sentir dor. Ok, lá vamos nos! Na hora da primeira agulhada senti uma dor terrivel na coluna. Gritei muito! O anestesista pensou que fosse pelas contrações mas eu tentei explicar que não. Mais uma agulhada e eu gritei novamente. Não sei quantas vezes isso se repetiu, mas me lembro que em meio a esse estresse todo, ele ainda tirava um sarro: “caramba, consegui o impossível, acertar no lugar errado! Vou jogar na loteria hoje.” Idiota! O que aconteceu foi que ele acertou uma veia e não a medula correta e com isso não conseguiu colocar o catéter para alimentar  a anestesia caso fosse necessário. Comecei a ficar com um medo muito grande daquele anestesista. Segundo Dr. Alberto, aquela dose baixa seria o suficiente para mais umas duas horas e nós acreditavamos que o Levi chegaria antes disso, eu principalmente, pois caso o parto levasse mais tempo, as dores voltariam insuportáveis e eu teria que levar novas agulhadas devido ao catéter não estar na minha coluna. A parte boa até aí foi que eu pude sentir minhas pernas sem sentir mais as contrações, o que me animou bastante! Passa-se o tempo e nada, o Levi ainda estava bem alto! O Dr. Alberto achou melhor estourar a bolsa e assim foi, bem rapidinho. Muito líquido, disse ele. Sei que eu voltei para a bola para tentar ajudar na descida do bebê mas já era tarde, as contrações voltaram muito muito fortes! Meus Deus, não vou aguentar! Tive que encarar novamente o anestesista! E lá vem ele… Na primeira agulhada senti uma dor na coluna ainda mais forte acompanhada de uma martelada na cabeça! Nossa!!!! Gritei muito e o imbecil ainda pensou que fosse das contrações, dá pra acreditar? Sei que comecei a ficar bem nervosa com isso, e é claro, com muito medo pois eu estava completamente indefesa e dependia do acerto dele! Daí pra frente já não me lembro, mas o Marcelo disse que ele ficou um bom tempo procurando onde furar novamente e nisso eu pude ver a equipe toda bem tensa (nossa eu nem tinha percebido, mas a sala de parto de repente ficou cheia). Alguma coisa de errado aconteceu! Me lembro de me fazerem perguntas e eu tentava mas não conseguia dizer uma palavra se quer. Eu nem conseguia engolir saliva! Foi a pior sensação que senti em toda a minha vida! Um verdadeiro pesadelo!!!!! Fiquei em pânico total! Sei que a essa altura eu estava sendo monitorada até pelo chefe do anestesista. O que estava acontecendo? E o meu filho? Naquele momento eu tinha a certeza de que ficaria sem poder falar para o resto da vida! O mais angustiante foi quando me dei conta de que o cardiotoco que monitorava os batimentos cardiacos do Levi mostrava que os batimentos estavam baixando muito, parecia que o coraçãozinho dele iria parar a qualquer momento! Eu queria gritar!!!!!! Era a vida do meu filho em jogo! “Vocês estão ouvindo? Meu filho, salvem meu filho!!!!!!” Nossa, mesmo babando (porque era a única coisa que eu conseguia fazer no momento) rezei todas as orações que eu conheço até que alguém percebeu que eu estava ainda mais apavorada pelo Levi e me explicou que durante as contrações é normal baixar drasticamente os batimentos do bebê. O que estava acontecendo era que, devido a anestesia, eu não sentia as contrações, e sem saber que os batimentos diminuiam, eu me apavorei. Ufa! Pelo menos isso. Fui me acalmando ao saber que o Levi estava bem. Me lembro de ver a Thaís sentada num cantinho orando. Me lembro dos olhares do Dr. Alberto, das enfermeiras e do pediatra que tentavam disfarçar a tensão de alguma maneira. Me lembro do olhar do Marcelo tentando me acalmar e me dar forças. Me lembro de pedir muito a Deus pela saúde do Levi e minha também para que eu não tivesse nenhuma sequela. Não sei quanto tempo se passou (uma eternidade pra mim), mas aos poucos fui conseguindo engolir saliva e voltar a falar! Caramba!!!!!! Que pesadelo!!!!! Meu Deus!!!!! O chefe do anestesista ficou bem aliviado, enquanto que o…………..cadê o anestesista que me fez passar por tudo isso? Pois é, sumiu. Enfim, depois disso tudo meu filho ainda iria nascer! Eu tinha que me recuperar e ganhar forças para empurra-lo. Dr. Alberto chamou uma enfermeira muito bacana para me ajudar a trazer o Levi, acho que seu nome é Marcia. Me senti num filme. Ela me explicando como e quando eu teria que fazer a força. Foram muitas e muitas tentativas mas ainda estava beeeeem difícil! A posição da cama era favorável ao parto, semi sentada, quase vertical, mas mesmo assim demorou. Foi preciso agir rápido! E para a minha enorme surpresa, de uma maneira muito muito sutil, o Dr. Alberto desmontou as pás do forceps para ajudar a encaixar o Levi, só para aliviar um pouco, já que ele não descia de jeito nenhum. Pois é, eu achei que pelo forceps o Levi seria arrancado junto com a minha idéia de parto, mas não, o Dr. Alberto conseguiu apenas encaixa-lo. Ufa! Nisso a Thaís pegou um espelho e eu pude ver e sentir os cabelinhos do meu bebê!!!! Foi tão emocionante aquele momento! Tirei da memória tudo o que passei para ganhar mais forças e as 11:59 do dia 22 de março (bem no dia do meu aniversário) o Levi nasceu! Nasceu!!!!!! Ele demorou bastante porque tinha uma volta do cordão umbilical no pescoço. Devido a urgência do momento o Marcelo não pôde cortar o cordão depois de parar de pulsar e imediatamente o Levi precisou ser aspirado porque além da circular no pescoço ele ainda tinha feito cocô. Isso tudo serviu para comprovar que tanto cordão enrolado no pescoço como mecônio não são motivos para uma cesariana!  E outra coisa boa, só depois fui descobrir que permaneci com o perineo íntegro. O epi-no e as massagens foram essenciais! Que noticia ótima! Minutos depois de nascer é que o Levi foi dar o seu primeiro resmungo. Não foi um choro não. Acredito que mesmo depois de ele ter passado por tudo isso, nasceu bem e feliz! O pediatra de plantão foi muito sensato e não fez nenhum procedimento invasivo. Em pouquíssimos minutos pude abraçar meu filho! Que momento maravilhoso!!!! Ele chegou bem miudinho, pesando 2,5 kg e com 48 cm. Veio direto no meu peito com uns olhos bem abertos e tranquilo! Me lembro muito bem que ele ficou passando sua minúscula mãozinha na minha boca como que querendo me acalmar, e depois, repetiu o gesto de carinho no meu braço enquanto mamava. Ele estava muito sereno, muito feliz! E eu mais ainda!!!!! O Marcelo não se aguentava de tanta emoção! Nunca mais vou me esquecer desse momento. Ficamos nós três nos namorando por mais de horas ali. Depois que o Levi precisou ir para o berçário, a enfermeira me ajudou a sentar para eu me alimentar pois estava mais do que faminta, porém, assim que me sentei senti outra martelada bem forte na cabeça! Meu Deus, ainda preciso disso!!! Que anestesia maldita foi essa? Novamente o chefe do anestesista voltou e me explicou o ocorrido: a meninge  foi perfurada e um novo procedimento seria necessário para passar as dores de cabeça. Pois é, eu já parecia uma peneira. Devido ao trauma, me deram um sedativo para perfurar novamente a coluna e “estancar o buraco” num procedimento chamado “blood pet”. Acordei enfim desse pesadelo!     Bom, certamente não foram propositais as inumeras falhas do anestesista mas se pelo menos ele tivesse pedido desculpas ou se tivesse o mínimo interesse pelo meu estado seria menos pior. O fato é que estou com um grande trauma de anestesias na coluna e não sei se consigo encarar mais uma. Enfim, meu filho graças a Deus está muito saudável e isso é o mais importante! Aprendi que mesmo fazendo mil planos para o momento do parto, cada parto é único e definitivamente não é possível programar nada. Eu sonhava em ter meu filho na banheira mas hoje vejo que seria impossível naquelas condições. Mas foi maravilhoso do jeito que foi e certamente eu passaria por tudo novamente, exceto a anestesia.

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